domingo, 10 de março de 2013

Álvaro de Campos

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
(...)
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?
(...)
Quando quis tirar a máscaram
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido."

3 comentários:

  1. Gostei muito do teu blog.Vou seguir-te, passa depois pelo o meu blog e se gostares podes seguir.

    Beijinhos

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    1. obrigada querida!!:) adorei o teu blog mesmo, tbm segui:)

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